Perguntas do paciente (5)

  • Boa tarde! Tenho 40 anos e sofro de compulsão alimentar desde os 19 anos. Andei em psiquiatria, tom

    Boa tarde!
    Tenho 40 anos e sofro de compulsão alimentar desde os 19 anos. Andei em psiquiatria, tomei vária medicação até aos 24 anos, porque na altura também me foi diagnosticada depressão, mas como não sentia melhorias, muito pelo contrário (parecia alienada da realidade), resolvi deixar e desenvolver mecanismos, como o pensamento positivo e atividades para sair daquele estado. Melhorei substancialmente da depressão, mas a compulsão alimentar piorou bastante este ano. Já fiz hipnoterapia, reiki, vou para a ginástica, mas quando tenho as crises de compulsão não consigo fazer nada. Fico num estado de impotência e sofrimento avassalador, isolando-me socialmente, sentindo-me extremamente cansada e chorando muito.
    Confesso que acabei por me habituar a este estado. Sabia que duas a três vezes por semana isso acontecia e habituei-me a isso, dizia para mim mesma que isso era um dia ou dois, mas depois voltava à normalidade. No entanto, este ano, a situação agravou-se bastante e tenho tido praticamente todos os dias crises, tendo aumentado de peso substancialmente.
    Gostaria de saber se me pode ajudar, se eventualmente a psicoterapia ou terapia cognitiva serão indicadas, uma vez que nunca fiz.
    Sinto-me muito cansada, frustrada e já sem esperança. Sinto que esta espiral me condiciona a vida e me afeta a saúde. Por vezes, só me apetece desistir...
    Fico a aguardar uma resposta favorável...
    Obrigada!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Raquel Pereira

    Bom dia! Imagino como deve ser desgastante este ciclo e a pode fazer sentir-se desesperançada. Não desista de si. Penso que a psicoterapia a pode ajudar a tomar consciência das causas e dos mecanismos que mantém esta situação, assim como lhe pode trazer mais auto-confiança e auto-estima para gerir as compulsões. Estou ao seu dispor, Raquel Pereira


  • Olá eu não sei bem ao certo que possa ser depressão pós-parto ou ansiedade. Tive depressão pós-parto

    Olá eu não sei bem ao certo que possa ser depressão pós-parto ou ansiedade. Tive depressão pós-parto na 1° gravidez agora tive uma bebé prematura e tive muitas complicações na gravidez. Enquanto estava internada e ia ter com a minha bebe na UCIN sentia me razoável, ansiosa mas achava normal devido á situação em si. Agora a minha bebé tem quase 3 meses estamos em casa ela é uma bebé saudável e eu sinto-me vazia com constante medo de elouquecer. E não sei se normal ou não esses sintomas pioram ao final do dia. Que tipo de ajuda devo procurar? Sinto me a desesperar. Preciso de ajuda. Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Raquel Pereira

    Bom dia,
    Todo o contexto e os sintomas parecem indicar uma possível depressão e merecem atenção o quanto antes. Procure ajuda, as coisas vão melhorar!
    Ao dispor,
    Raquel Pereira


  • Boa tarde. Qual a diferença entre "burnout" e depressão?

    Boa tarde.
    Qual a diferença entre "burnout" e depressão?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Raquel Pereira

    Boa tarde,
    Gostaria de acrescentar que, recentemente, a Organização Mundial de Saúde discutiu a revisão da Classificação Internacional de Doenças, onde passará a constar o quadro de burnout como doença associada ao emprego e desemprego.

    Nesta nova lista (CID-11) o burnout caracteriza-se como “uma síndrome que resulta de um stress crónico no local de trabalho que não foi bem gerido”.

    Sinais que podem indicar burnout:
    - sensações de esgotamento de energia ou exaustão;
    - aumento da distância mental do emprego ou sentimentos de negativismo e de cinismo relativamente ao emprego;
    - e uma reduzida eficácia profissional.

    Daí que, muitas vezes, a depressão esteja associada ao burnout, como consequência das situações de stress laboral que vão gerando sensações de impotência. No entanto, nem sempre a depressão decorre de burnout.

    De qualquer das formas, em ambas as situações é necessário acompanhamento, e quão mais precoce este for, melhor o prognóstico.


  • Boa noite, tenho 25 anos e sou virgem. Além disso, sempre que me masturbo (estimulação do clitóris)

    Boa noite, tenho 25 anos e sou virgem. Além disso, sempre que me masturbo (estimulação do clitóris) nunca consigo atingir o orgasmo pois quando sinto que estou quase a alcançar paro de me masturbar, como se paralisasse. Gostaria de saber qual poderá ser o problema e o que devo fazer para ultrapassar?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Raquel Pereira

    Boa tarde,
    É necessário conhecer um pouco mais da si e da sua história, e procurar um psicólogo ou terapeuta sexual ajudá-la-ia a conhecer-se a si mesma e a arriscar superar esse bloqueio, no momento e da forma que se sentir mais confortável.
    Mesmo assim, apenas comentaria que muitas pessoas com dificuldades semelhantes à sua relatam uma dificuldade em largar o controlo, em deixar-se levar sem a necessidade de controlo... Isto muitas vezes generalizando-se a outras situações da vida.
    Ao dispor, Raquel Pereira


  • Terapia de casal

    Boa tarde. Estou numa relação com uma pessoa à 8 anos. A nossa relação passou por diferentes fases e fomos sempre superando porque gostamos um do outro. No entanto, ele não me procura. Quando falamos sobre isso ele diz que quer estar comigo e que gosta de mim, mas que não consegue perceber ou explicar-me o porque de não me procurar. Há alguma coisa que possa fazer? É normal um homem perder o interesse nesse campo? Terapia de casal ou individual? obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Raquel Pereira

    Boa tarde,
    Concordo com o que os colegas já disseram.
    Seriam necessários mais dados para avaliar corretamente o que se pode estar a passar. Mesmo assim, queria só acrescentar algo, a propósito da sua questão: "É normal um homem perder o interesse nesse campo?" Na nossa cultura, tendemos a manter um duplo padrão acerca da sexualidade masculina e feminina. Estas podem fazer com que determinadas crenças (e.g. "um homem está sempre pronto para o sexo") influenciem as dinâmicas do casal, mas as mesmas não correspondem à realidade. Fatores de saúde, ou o próprio stress e rotinas afetam o desejo sexual de ambos os sexos. O acompanhamento em casal e, caso se justifique, individual, pode ajudar a tomar consciência destas causas bem como ajudar a desmistificar algumas questões sobre o sexo que todos nós temos. Ao dispor. Raquel Pereira


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Perguntas frequentes

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