Perguntas do paciente (8)
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Tenho obesidade grau II, sei como deveria alimentar-me, mas falta a força de vontade! Tenho muitos p
Tenho obesidade grau II, sei como deveria alimentar-me, mas falta a força de vontade! Tenho muitos períodos de compulsão alimentar, dos quais tenho consciencia, mas que só após os mesmos, caio na realidade, com sentimento de culpa. Existe tratamento para isto? com medicação? Obrigada! Ana Paula.
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde Ana Paula. A Compulsão Alimentar é uma perturbação do comportamento alimentar que se caracteriza pela falta de controlo que se tem sobre a ingestão de alimentos, consequentemente após a ingestão surge o sentimento de culpa por não ter havido um controlo do impulso. Esta perturbação é um ciclo perigoso, que se vai repetindo e criando um padrão de comportamento. Existe um impulso, surge a procura do alívio imediato que dá uma sensação de satisfação, que depois se transforma em culpa e em sofrimento. Não se come para se satisfazer as necessidades básicas saudáveis, mas para aliviar o sofrimento emocional, que após o acto de ingestão se mantém (apesar de ter sido aliviado por breves instantes) e às vezes mais intenso pelo sentimento de culpa e vergonha. O excesso de peso pode ocultar estados depressivos, de ansiedade, insegurança ou profunda insatisfação e mal-estar, e a comida pode converter-se na única forma de satisfação, ou como escape para eliminar a ansiedade e angústia. Estarei ao seu dispor.
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Terapia Individual
Boa noite!
Namorei dois anos e meio com um rapaz, mantivemos sempre uma relação a distância, foi o meu primeiro namorado, eu com 22 anos e ele com 25 anos, foi também a primeira pessoa que apresentei aos meus pais.
Ao longo do relacionamento foi perdendo a minha auto-estima, deixei de me achar suficiente. Dai comecei a tornar-me muito desconfiada, muito insegura. Comecei a ser muito nervosa, muito ansiosa. Por consequência disso discutiamos muito. Mais tarde ele acabou comigo por mensagem. Pedi para ele vir ter comigo e falarmos pessoalmente e ele não quis. Neste momento sinto que preciso de ajuda, porque neste momento não sei o que fazer, o que me aconselham?RESPOSTA DO MÉDICO:
O final de um relacionamento é uma das maiores crises da vida de um adulto. Num relacionamento, os membros do casal constroem a relação e constroem-se mutuamente em conjunto, e quando ocorre a separação, ocorre um período de sofrimento devido à perda da relação em si, independentemente da situação menos boa que estavam a viver no momento em que se tomou essa decisão. Surge uma sensação de angústia com alterações de humor (irritabilidade, euforia, tristeza) associada às dúvidas, aos receios e às incertezas do futuro próximo. O apoio psicológico nesta situação tem como objectivos encontrar novos equilíbrios, fazer um luto saudável da relação, ajudar a criar novos projectos em que nos possamos envolver e desenvolver estratégias para nos adaptarmos à nova situação de vida. Ao dispor.
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Ataque de Pânico
Passados largos meses de um ataque de pânico ao qual não liguei por não saber o que era, surgiu outro, que me abalou bastante. Desde aí, a vida mudou, ansiedade generalixada, talvez. Causou perda de apetite, algum isolamento, insónia, medo de não conseguir dormir e neurose de que '' estou assim, mal ''.
Qual é terapia mais indicada neste caso?
TCC?RESPOSTA DO MÉDICO:
Nas situações de ansiedade generalizada e ataques de pânico, os sintomas e a frequência com que ocorrem as crises tendem rapidamente a diminuir com as diversas técnicas cognitivo-comportamentais. E com os sintomas muito menos intensos, torna-se mais fácil perceber o que cria essa ansiedade e quais os pensamentos e situações gatilho. Ao dispor.
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Ansiedade
Já vai uns 4/5 anos que tenho alguma ansiedade. No inicio quando comecei a ter achei estranho sentir-me constantemente nervosa sem motivos aparentes, não conseguia estar quieta em sitio nenhum, mais tarde veio os ataques de pânico e ai sim, assustei-me a sério e procurei um médico (não especializado nesta área) ao qual me receitou um antidepressivo e uns ansiolíticos e recomendou-me fazer exercício, passado um mês fiquei bem e já conseguia ter uma vida normal pois antes não conseguia sair com amigos, sair a noite, divertir-me, estar no meio de muita gente, beber álcool, conduzir, viajar, fazer exercício era impensavel sair da minha zona de conforto, pois tinha imenso medo que me acontecesse alguma coisa má ... Apos isso pensei que estava curada . Até que mais tarde voltei a ter e voltei a tomar ansiolíticos e a ficar bem, isto mais umas duas vezes, sempre que os tomo fico bem mas passado meses/anos volta a ansiedade após ter longos períodos de stress . Os meus sintomas nunca são os mesmos e eu acho sempre que vou morrer ou que me vou sentir mal seja pelo que for, o que me deixa assustada e acabo por ficar em pânico . Sinto-me outra vez assim ansiosa, mas tenho receio de tomar os comprimidos de novo e daqui a uns tempos ter outra vez uma recaída , não quero passar a minha vida neste incomodo constante . Há alguma solução para deixar de ter ansiedade constante ?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Nas situações de ansiedade, por norma os sintomas e a frequência com que ocorrem as crises tendem rapidamente a diminuir com as diversas técnicas cognitivo-comportamentais. E com os sintomas muito menos intensos, torna-se mais fácil perceber o que cria essa ansiedade e quais os pensamentos e situações gatilho. Também é essencial aceitar que apesar de todo esse conhecimento sobre si mesmo, vão existir algumas situações perfeitamente naturais que vão desencadear ansiedade, e aí o essencial é ter técnicas para gerir a situação. Ao dispor.
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Ansiedade
Boa tarde, tenho passado por problemas familiares mas já à algum tempo que mudo de humor, choro, tenho ansiedade, irrito me com facilidade e até as vezes apetece me bater em alguém.
O que poderá ser ? Que ajuda devo procurar ? Psicólogo, Psiquiatra ou outro ?
Desde já agradeço a atenção dispensadaRESPOSTA DO MÉDICO:
Pelo que descreve, sugiro a procura de um Psicólogo Clínico. Pense que caso esses sintomas perdurem mais tempo, pode ser mais difícil gerir o seu dia e dia e podem-se intensificar. Quanto mais rapidamente procurar um especialista, mais rapidamente irá conseguir sair dessa fase difícil. Cumprimentos. Ao dispor.
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Estou um bocado frustrado por tentar psicoterapia por um longo período (mais de um ano) para resolve
Estou um bocado frustrado por tentar psicoterapia por um longo período (mais de um ano) para resolver um transtorno de ansiedade sem grandes resultados. E vejo muitos casos bem mais graves que o meu que tomam antidepressivos e ficam bem! Acho que já consegui os resultados esperados da psicoterapia, aceitar os sintomas, viver com eles, não tenho qualquer ataque ou fobia mas diversos sintomas continuam. E uma qualidade de vida muito pobre... Quero evitar medicamentos a todo custo devido aos efeitos secundários e sempre acreditei na psicoterapia mas começo a duvidar. Qual é na verdade os resultados que tem com os seus clientes? Sei que ansiedade é normal em certas situações sempre a tive em toda a minha vida mas desde que entrei em crise é disfuncional e constante... Só quero a minha vida de volta!
RESPOSTA DO MÉDICO:
Nas situações de ansiedade, por norma os sintomas e a frequência com que ocorrem as crises tendem rapidamente a diminuir com as diversas técnicas cognitivo-comportamentais. E com os sintomas muito menos intensos, torna-se mais fácil perceber o que cria essa ansiedade e quais os pensamentos e situações gatilho. 1 ano de terapia para este processo não é muito, tendo em conta que muitos dos nossos pensamentos derivam de esquemas mentais muito enraizados. No entanto acredito que melhorar substancialmente a sua qualidade de vida, é possível. Também é essencial aceitar que apesar de todo esse conhecimento sobre si mesmo, vão existir algumas situações perfeitamente naturais que vão desencadear ansiedade, e aí o essencial é ter técnicas para gerir a situação.
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Sofro muito com ansiedade, tenho fases que passo muitas horas só a pensar nisso... Não tenho ataques
Sofro muito com ansiedade, tenho fases que passo muitas horas só a pensar nisso... Não tenho ataques mas sinto sintomas que duram muitas horas e me causam bastante desconforto. Sobretudo sentir sempre o corpo muito leve, ou não sentir o corpo de todo e também desrealização, estes são os mais constantes. Em momentos (não muito frequentes) de maior ansiedade sinto nó na garganta, pressão no peito, tensão, falta de ar, tremores nas mãos/braços mas nunca parecem ataques pois duram muitas horas e não são muito intensos. Só a sensação de estar fora do corpo é que fica muito muito intensa e posso ficar com essa sensação o dia todo! Faço psicoterapia ha 1 ano e meio, procurei logo um psicólogo desde que as sensações começaram, pelo meio consegui um período de 7 meses sem me preocupar com a ansiedade e nos últimos 3 meses desse período os sintomas reduziram em 80%.. Mas tive uma recaída e tudo voltou... Sera que o meu caso é caso para medicação antidepressiva? Raramente sinto receios ou fobias, só frustração de estar assim! Os sintomas nunca foram incapacitantes mas toda a minha familia sofre de ansiedade, sou asmatico e tenho rinite e sinusite que não ajudam nada na situação! Desde já muito obrigado.
RESPOSTA DO MÉDICO:
Nas situações de ansiedade, por norma os sintomas e a frequência com que ocorrem as crises tendem rapidamente a diminuir com as diversas técnicas cognitivo-comportamentais. E com os sintomas muito menos intensos, torna-se mais fácil perceber o que cria essa ansiedade e quais os pensamentos e situações gatilho. 1 ano de terapia para este processo não é muito, tendo em conta que muitos dos nossos pensamentos derivam de esquemas mentais muito enraizados. No entanto acredito que melhorar substancialmente a sua qualidade de vida, é possível. Também é essencial aceitar que apesar de todo esse conhecimento sobre si mesmo, vão existir algumas situações perfeitamente naturais que vão desencadear ansiedade, e aí o essencial é ter técnicas para gerir a situação.
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Como posso convencer a minha companheira
Como posso convencer a minha companheira a aceitar o tratamento de um especialista na área de transtorno da personalidade paranóide? .
RESPOSTA DO MÉDICO:
Nestas situações sugiro sempre que se converse bem com a pessoa em causa, partilhar o que sente que essa problemática tem vindo a afectar a vida de cada um e na relação, e de forma tranquila e apaziguadora demonstrar o quanto é para si importante apoiar a pessoa com quem está. Acho que poderá ser importante mostrar alguns contactos e sites onde se fale um pouco dessa problemática, contudo é sempre importante a pessoa em causa ter espaço para ser ela a avançar na marcação. Sem a pessoa estar motivada é extremamente difícil a criação de uma boa aliança terapêutica.
Perguntas frequentes
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Bom dia, o meu filho tem 10 anos e começou a queixar-se com dores de ouvidos estávamos fora de Portu
Bom dia.
Pela história clínica parece-me uma otite media serosa pós…