Dra. Luciana Budal de Oliveira

Psicólogo · Mais sobre as especializações

Experiência

Olá, sou a Luciana, psicóloga.

Ao longo de mais de 20 anos de experiência, tenho acompanhado pessoas em diferentes momentos e contextos de vida. Nos últimos anos, tenho aprofundado o meu trabalho na área do trauma e da relação entre corpo, emoções e experiências vividas.

Acredito que a psicoterapia é um espaço seguro, sem julgamentos, onde podemos compreender melhor o que nos acontece, reconhecer os nossos recursos e desenvolver novas formas de lidar com o sofrimento.

O meu trabalho é construído em conjunto com cada pessoa, respeitando o seu ritmo e a sua história. Procuro criar um espaço de escuta, segurança e confiança, onde seja possível olhar para aquilo que, por vezes, é difícil de colocar em palavras.

Tenho particular experiência e formação nas áreas de trauma, stress, burnout, ansiedade, angústia, depressão, autoestima e autoconfiança, integrando no meu trabalho nas abordagens da Psicodinâmica e da Somatic Experiencing® (Experiência Somática).

Cédula Profissional OPP n.º 28653

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Fui molestado por sedução e somente após separação dos meus pais é que comecei a pensar sobre o assu

Fui molestado por sedução e somente após separação dos meus pais é que comecei a pensar sobre o assunto, tendo mais tarde sentido que a terapia é demasiado fria e desconectada. O que fazer? Fui molestado desta forma por todos os parentes próximos, achando eu ser normal.

RESPOSTA DO MÉDICO:

Dra. Luciana Budal de Oliveira

Olá, boa tarde.

O que descreve parece ter sido muito difícil de compreender e de integrar, sobretudo por ter acontecido no contexto familiar e por ter sido vivido, durante muito tempo, como algo normal.

Muitas vezes, aquilo que vivemos em criança não conseguimos nomear como abusivo. Quando as pessoas que nos rodeiam validam determinados comportamentos, podemos crescer sem reconhecer que algo nos estava a fazer mal. Mais tarde, quando começamos a olhar para essas experiências de outra forma, podem surgir sentimentos de confusão, sofrimento, revolta ou até dificuldade em compreender como foi possível não ter percebido antes.

O facto de estar agora a conseguir nomear o que aconteceu pode ser um passo importante, mas também pode tornar mais difícil continuar a viver como se nada tivesse acontecido.

Se sente que a terapia tem sido fria ou desconectada, talvez seja importante procurar um profissional com quem possa construir uma relação de confiança e segurança. Nem sempre encontramos essa sintonia à primeira, e isso não significa que a terapia não possa ajudar. Pode ser útil procurar alguém com experiência no acompanhamento de pessoas que viveram experiências similares e que trabalhe de forma sensível ao trauma.

O mais importante é que possa sentir que tem espaço para falar ao seu ritmo, sem ser julgado, pressionado ou obrigado a recordar mais do que consegue suportar naquele momento.

Não precisa de enfrentar isto sozinho. Com o acompanhamento adequado, é possível compreender melhor o que aconteceu, cuidar do sofrimento que possa estar presente e construir uma relação consigo próprio mais segura e confiante.

Se quiser, pode também partilhar com o seu terapeuta o que está a sentir em relação à terapia. Essa conversa, por si só, pode ser um passo importante para perceber se é possível ajustar o acompanhamento às suas necessidades.


Como perder o medo da rejeição? O medo de abordar mulheres? Medo de tentar criar amizades? Que tipo

Como perder o medo da rejeição? O medo de abordar mulheres? Medo de tentar criar amizades? Que tipo de terapia é aconselhável para ultrapassar esta barreira mental?

RESPOSTA DO MÉDICO:

Dra. Luciana Budal de Oliveira

Olá. O medo é uma emoção natural e protetora. Quando surge de forma intensa nas relações, perante a possibilidade de rejeição, aproximação ou criação de novos vínculos, pode levar-nos a evitar situações que, apesar de desejarmos, também nos assustam.

Na psicoterapia, é possível compreender melhor o que está por detrás desse medo, como se manifesta no corpo, nos pensamentos e nos comportamentos, e desenvolver recursos para lidar com ele de uma forma mais segura e confiante.

Não existe uma única abordagem terapêutica indicada para esta dificuldade. Mais importante do que escolher uma abordagem específica é encontrar um profissional com quem se sinta seguro, compreendido e sem julgamentos, e com quem possa construir uma relação terapêutica de confiança.

O processo pode ajudá-lo não apenas a lidar com o medo da rejeição, mas também a aproximar-se das relações que deseja, respeitando o seu próprio ritmo.


Todos os conteúdos publicados no Doctoralia.com.pt, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.