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2 dúvidas de pacientes solucionadas na Doctoralia
Terapia de casal
Boa tarde. Desde há cerca de 2 meses o meu companheiro (atualmente reformado da função publica) veio viver comigo e com meu filho. Tudo começou quando eu pedi algum apoio ao meu companheiro para que tivesse algum cuidado na organização da casa.Desde então, têm surgido alguns conflitos em virtude do meu companheiro se negar a manter organizada a casa com a justificação de que se o meu filho não arruma, ele também não o fará. O meu filho com 17 anos, frequenta uma escola profissional com horários bastantes preenchidos e por isso, pouco tempo lhe resta para dedicar a tarefas caseiras (sai de casa de manhã e entra em casa na hora de jantar), "obrigando-o" eu a deixar pelo menos os espaços comuns organizados. Esta situação tem vindo a interferir no nosso relacionamento uma vez que o meu companheiro fica irritado facilmente e argumenta que se eu não tenho mais tempo livre e não tenho mais rentabilidade no meu trabalho (sou trabalhadora independente), porque não sei educar o meu filho. . O que me aconselham? Muito obrigada.
RESPOSTA DO MÉDICO:
Bom dia! Certamente que a situação que vive atualmente não é agradável e compreendo a sua insatisfação e preocupação. Primeiramente, deixe-me felicitá-la pela opção de pedir ajuda pois demonstra a sua dedicação e persistência. Não se pode esquecer que a relação de coabitação é muito recente e por isso o seu companheiro ainda estará a passar por um momento de adaptação à sua nova realidade e rotinas. Assim, torna-se fundamental que conversem abertamente sobre o papel de cada um na relação e o que isso implica, nomeadamente, o papel que cada um tem na casa e gestão doméstica. É importante que falem sobre as regras e divisão de tarefas que existiam previamente à entrada do seu companheiro e que se mostre disponível para as ajustar agora que vivem os 3. Esta posição demonstrará ao seu companheiro a sua abertura e interesse em minimizar os conflitos. Devem também conversar sobre as expetativas pessoais de cada um (por exemplo, o que cada um espera da relação e do futuro) e permitirem-se falar sobre o que cada um sente. A minha sugestão é que tente criar momentos a dois e a três, por exemplo, fazer tarefas domésticas em conjunto, que possam ajudar-vos a fortalecer a vossa relação. Caso sinta que necessita de um maior apoio nesta fase, o psicólogo e a terapia familiar poderão ajudar. Ao seu dispor.
Boa tarde. Eu e meu marido estamos a atravessar uma fase difícil, com uma infedilidade pelo meio e m
Boa tarde. Eu e meu marido estamos a atravessar uma fase difícil, com uma infedilidade pelo meio e muita distância, uma vez que ele está a trabalhar fora. Estou magoada e perdoei o sucedido, mas ele está determinado em se divorciar de mim.
Não pretendo ceder sem que façamos terapia juntos. O que posso fazer?
RESPOSTA DO MÉDICO:
A terapia de casal pode ser uma grande ajuda, no entanto, só se colocará essa hipótese se o seu marido estiver disposto a realizá-la consigo. A dedicação não pode ser apenas de uma das partes. Compreendo o seu empenho, mas, de facto, a realização da terapia necessita do compromisso de todos os intervenientes. Este facto não invalida que converse com o seu marido e que tente que ele realize nem que seja apenas uma primeira consulta, dando-lhe a possibilidade de se afastar caso o pretenda. Atendendo à vontade que o seu marido manifestou pelo divórcio, é também importante que considere realizar terapia individual para lidar com a eventual perda. Em ambos os casos, a procura de um psicólogo poderá ajudá-la a ultrapassar a situação tentando minimizar o seu sofrimento. Ao seu dispor.
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