Olá, sou homem hétero com 51 anos. Fui rejeitado pela minha ex mulher á 18 anos porque gostava e ai

Olá, sou homem hétero com 51 anos. Fui rejeitado pela minha ex mulher á 18 anos porque gostava e ainda gosto de usar fraldas 24 horas por dia e fazer as necessidades nelas. É de salientar que só fazia cocó quando estava sozinho para não incomodar ninguém. Nunca deixei de xuxar no dedo, é algo que me dá um conforto enorme mas também uso Xuxa. Gosto de permanecer com a fralda suja bastante tempo. Agora com o passar dos anos usando sempre fraldas já não consigo aguentar e faço logo. Desde pequeno, cerca dos 5/6 anos sempre quis fazer xixi nas calças e na cama como os outros meninos. Não sei porque sempre desde a minha infância tive esta atração. Nesta altura da vida não tenho qualquer problema nem vontade de deixar de usar fraldas , até porque considero ser conveniente, prático e confortável. Este assunto em Portugal infelizmente ainda é tabu. Este assunto hoje em dia chama-se ABDL muito comum no resto da Europa, América e muito mais. Existem comunidades em praticamente todo o mundo. Existem sites para estas pessoas falarem e até organizar encontros. Só gostava de perceber porque sou assim desde a minha infância. Obrigado Necessito apenas de respostas construtivas e respeito.

4 respostas


Bom Dia! Como o termo indica ABDL - Adult Baby / Diaper Lover, o estilo de vida parece assentar numa fase primaria do desenvolvimento. É importante tomar consciência que algo em nós não se desenvolveu adequadamente, ficando à margem de um equilíbrio emocional, fisiológico e social. O autocontrolo, a autonomia a maturidade emocional e social, a resiliência e a frustração parecem características desreguladas. O porquê desta situação?? Ora..., Primeiro deve consultar um médico e entender o tipo de problema, ou seja, saber se é fisiológico ou Psicológico (muito realcionado com a frequencia destes comportamentos). Depois ter consciência do passado e da família, pois poderá estar associado à ausência de um dos progenitores e/ou ao medo de abandono. Estas podem ser algumas razões que o levam a utilizar estilo de funcionamento "infantil" com intenção de obter atenção e validação emocional. Sugiro que procure ajuda para se deixar construir enquanto Adulto Psicológico.


Olá muito boa noite. Pelo que me é dado saber, essa particularidade terá tido início na infância, onde alguns acontecimentos ou traumas terão dado origem a esse comportamento continuado, abrangendo também a idade adulta. Também, e o mais provável, é que esteja associado a uma forma de lidar com o stress e ansiedade, buscando o regresso à infância como uma forma de escape e de tranquilizaçāo. Depois, o conforto ressentido, o bem estar percepcionado, poderá ter levado a abraçar a prática e mantê-la também como fetiche sexual. A fralda passa a ser encarada por exemplo uma peça de lingerie muito sensual. A chupeta e dedo e eventualmente também peluches levam a uma agradável sensação de afeto proteção e segurança. Não esquecendo também o facto de a libido encontrar resposta às pulsões, dado que todo o manancial de auto tranquilizantes proporcionam uma sensação também de prazer. Espero ter ajudado. Sem mais, Cumprimentos, Amélia Pedreira


Olá! Obrigada pela partilha, infelizmente no nosso país ha muito tabus a volta deste tema; sugiro que tente marcar uma consulta com um profissional de psicologia que esteja preparado para avaliar e intervir na area ABDL. São questões que tem de ser bem avaliadas e com uma boa avaliação da história de vida. Qualquer coisa, diga! Rafaela Oliveira


Resposta ética: Não se patologiza uma vivência sem sofrimento ou prejuízo funcional A questão central não é “se é normal”, mas o significado psicológico e relacional A origem não pode ser explicada sem história clínica detalhada O papel do psicólogo não é julgar nem validar automaticamente, mas compreender e integrar. Recomenda-se consulta psicológica confidencial, especialmente para integração identitária e relacional.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.