Boa noite. Estou há 3 anos com a mesma psiquiatra, que me diagnosticou depressão grave, que teima e
Boa noite. Estou há 3 anos com a mesma psiquiatra, que me diagnosticou depressão grave, que teima em não melhorar. São muitos anos de desespero. Já tomei fluoxetina, brintelix,alprazolam, triticum.. Nada resultou. Neste momento tomo Efexor e Brupopion. Ao longo desta terapeutica, e ao longo destes anos a par de todos estes medicamentos a médica tem receitado sempre lamotrigina( ao almoço e ao jantar e a quetiapina para dormir. Pesquisei e esta terapeutica é para Ajudar a tratar transtorno Bipolar ligados à fase de depressao, mas não é indicada para Depressão unipolar. Por favor preciso muito de ajuda, de uma opinião sobre se esta medicação é ou não adequada ou pode estar a atrapalhar ainda mais a minha depressão. Depressão não passa estou de cama desde Dezembro e nem a higiene ou manter uma rotina consigo fazer e manter. Nao consigo sair de casa. Estou muito desesperada e desacreditada, pois durante estes 3 anos nenhum antidepressivo acompanhados destes dois ultimos medicamentos fez efeito algum ou com muito pouca relevância. Estou a perder completamente a esperança e a fé numa vida minimamente funcional. :'( Grata desde já. Cordialmente, Ana
3 respostas
Ana, a depressão resistente é uma área clinica muito interessante que passa pelo uso de uma série de fármacos, altamente eficazes e , não mencionados na sua resumida exposição. Habitualmente os resultados são bons ;) ...procure um clinico experiente... "da velha guarda" ...
Olá, Ana. A sua mensagem transmite um nível de dor e exaustão profunda que merece ser escutado com todo o respeito. Quando alguém está há tanto tempo a sofrer, sem resposta adequada à medicação, é natural que surjam dúvidas, frustrações e uma sensação de desamparo — e o que está a sentir é legítimo. Sobre a medicação: é verdade que lamotrigina e quetiapina são fármacos frequentemente usados no transtorno bipolar, sobretudo nas fases depressivas. No entanto, em casos de depressão resistente ou refratária, alguns psiquiatras utilizam estas estratégias — mesmo em depressões unipolares — como potenciadores ou reguladores do humor. Ainda assim, quando não há resposta clara ao fim de 3 anos, é fundamental reavaliar o diagnóstico, as combinações, as doses, e até o contexto global do tratamento. Estar acamada, sem conseguir manter a higiene ou sair de casa, não é um estado que se deva aceitar como permanente. Existem novas abordagens, esquemas alternativos e, acima de tudo, formas diferentes de olhar para a mesma dor. Às vezes, o que faz diferença não é mudar de medicamentos, mas mudar de perspetiva clínica. Mesmo quando parece que já se tentou tudo, há mais caminhos do que parece. Desejo-lhe, com sinceridade, que encontre alguém que a escute com tempo, reavalie consigo cada detalhe, e a ajude a reencontrar forças — passo a passo. Não desista de si.
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