Ataques de Pânico
Boa tarde, creio que tenho ataques de pânico. A uns meses retirei parcialmente a tiróide e desde que estou diferente. Tive a um mês o que chamaram de ataque de pânico ( urgências) sensação de fraqueza muscular , tonturas, sensação de desmaio em segundos o meu coração disparou e perdi a sensibilidade nos lábios e mãos e falta de ar. Deram me Lexotan em 30 minutos sentia a recuperar. Há 1 semana tive exatamente os mesmos sintomas fui para casa e demorou + tempo a recuperara. Hoje o mesmo episódio... Completamente assustada tomei Lexotan ...sinto me receosa tenho medo de um dia ter algum ataque de Coração ou desmaiar. Preciso de ajuda. Tenho 2 filhos pequenos..e receio que aconteça com eles presentes. O que me aconselham fazer?
7 respostas
Bom dia. Os ataques de pânico são sem dúvida incapacitadores e provocam grande sofrimento. Não deixe avançar pois os ataques de pânico não se curam com o passar do tempo. A psicoterapia poderá ser uma grande aliada, para que possa voltar a encontrar um equilíbrio na sua vida e não viver com este medo constante de alguma coisa lhe vai acontecer.
A psicoterapia é a única forma de resolver o que está a desencadear os ataques de pânico, trabalhando a causa do problema. Uma das terapias mais eficazes é o EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing), podendo procurar mais informação sobre o tema e a lista de terapeutas credenciados, na página da Associação EMDR Portugal.
Os ataques de pânico por norna manifestam-se apenas em um ou dois episódios ao longo do ciclo da vida, nomeadamente em períodos de maior stress, desaparecendo depois. Se os episódios se repetem, causando um constante receio de um novo ataque, estamos perante o chamado pânico patológico. Os ataques de pânico têm tratamento. Sugiro que faça uma Psicoterapia de modo a que os mesmos deixem de afetar a sua qualidade vida.
Boa tarde e obrigada pela sua pergunta. Penso que será importante, antes de mais, expor esta questão ao médico que a acompanhou no procedimento cirúrgico à tiróide, que a poderá esclarecer quanto à possibilidade do seu ataque de pânico estar ou não relacionado com alguma desregulação hormonal. Por outro lado, parece-me relevante o facto de ter passado por um episódio assustador e traumático, pelo que a resposta desadequada e resultante num ataque de pânico teria alta probabilidade de ocorrer. No imediato, a aplicação farmacológica foi a adequada. Para além da mesma, que poderá manter em situações de SOS, a psicoterapia pode ser bastante benéfica, sendo o principal objectivo ensinar ao paciente estratégias ajustadas para ultrapassar a situação. Compreendo perfeitamente os seus receios, mas são os mesmos que a devem fazer investir na sua recuperação. Atentamente, MJP
Os ataques de pânico causam muito sofrimento, aconselho a procurar a psicoterapia que é uma das forma de resolver o que desencadeia os ataques de pânico, trabalhar as causas do problema. Uma das terapias mais eficazes é a hipnoterapia, tem tido óptimos resultados em situações de fobias, ataques de pânico e depressões. Espero ter ajudado...
Boa tarde, obrigado pela sua partilha. A resposta a sua pergunta é claramente simples. Deve procurar um profissional da área da saúde mental para que a possa melhor avaliar e depois agir em conformidade com os resultados da avaliação. Os ataques de pânico, a perturbação de pânico ou as perturbações de ansiedade são patologias da saúde mental portanto será um profissional dessa área que deverá procurar. Contudo, considero que o médico que a intervencionou também deverá ser informado do que está a suceder consigo. Também, é de meu entender que deve ignorar sugestões que incitam à procura de técnicas ou procedimentos específicos para o seu problema. Só depois de uma avaliação séria e profissional é que se pode chegar a uma conclusão de qual é o problema e consequentemente qual o modelo/técnica(s) de intervenção mais adequadas a recorrer. Espero que tudo corra pelo melhor e que consiga resolver as suas dificuldades.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.




