Gostaria que me esclarecessem uma situação. Durante 1 ano e 4 meses fiz medicação para um ataque de

Gostaria que me esclarecessem uma situação. Durante 1 ano e 4 meses fiz medicação para um ataque de pânico que me deu e por consequência ansiedade generalizada. À data pesava 75kg, fiz escitaloprám no qual cheguei a pesar 82kg, e depois de alta médica em 6 meses perdi 10kg. Comecei a sentir umas sensações estranhas no corpo e fiz uma bateria de exames no qual não acusou nada. A medica que me seguia disse que provavelmente será uma recaída, mas a verdade é que logo após o primeiro mês já tinha perdido perto de 2kg, desde que deixei a medicação. No geral não me sinto ansioso apenas casos esporádicos mas penso que é normal. A minha pergunta é a seguinte. Está perda de peso será por ter terminado a medicação e deverei voltar a ser seguido por um psiquiatra?

2 respostas


O escitalopram tem um efeito neutro no apetite e consequentemente no aumento e diminuição do peso. As alterações que pode provocar são apenas em pessoas em que a sua doença de base (depressão, ansiedade, etc) provoca aumento ou diminuição do apetite. Com a resolução do quadro o apetite é geralmente restaurado ou seja, quem tem perda de apetite, recupera-o, quem tem aumento do apetite, perde-o para os níveis normais. No seu caso, a ansiedade provocava-lhe perda de apetite e recuperou com o tratamento. Ao suspender a medicação pode de facto perder o apetite se a suspensão for abrupta ou tiver uma recidiva da perturbação de ansiedade. Para isso é fundamental ser novamente reavaliado do ponto de vista clínico, de preferência por um psiquiatra.


Olá, concordo com o que disse o Dr Pedro Oliveira mas acrescento: se teve manifestações de uma perturbação de pânico com/sem agorafobia, essa condição muito frequentemente é recorrente ou mesmo crónica, pelo que deverá aceitar que terá que conviver com ela vários anos. Ser seguido regularmente por um profissional de saúde mental é em geral uma boa opção. Deverá colher um diagnóstico, ponderar a hipótese de psicoterapia (se for o caso a mais recomendada é a terapia cognitivo-comportamental -TCC), e eventualmente a TCC combinada com fármacos.

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